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A DOUTRINA DE CRISTO — OS ESTADOS DE CRISTO

Os teólogos, na tradição Reformada, tem diferenciado desde muito tempo, a encarnação de Cristo em dois estados, baseados em Filipenses 2:6-11: Seu estado de humilhação (vv. 6-8) e Seu estado de exaltação (vv. 9-11).

A Humilhação de Cristo

O ministério terreno de Jesus Cristo foi uma amostra de humildade divina. Em todos os aspectos deste ministério, nós podemos ver o humilde Jesus – desde a sua mãe grávida sendo forçada a dar a luz a Ele em um estábulo de animais, uma vez que não havia quarto para ela e seu marido em uma hospedaria (Lucas 2:7), até o Seu enterro em uma cova de outra pessoa (Mateus 27:57-60). Ele foi criado em circunstância humildes - o marido da Sua mãe, José, foi um carpinteiro, e não um homem de influência ou riquezas, de acordo com os padrões do mundo (Mateus 13:55).

Depois de uma vida de boas ações, fazendo o bem, curando os enfermos, e pregando o evangelho (Marcos 1:14-15; Atos 10:38), Ele foi preso pelas autoridades Judaicas e Romanas, apesar de ser inocente de qualquer acusação (Mateus 27:4,19; João 18:38). Aqueles que eram próximos à Ele, os Seus discípulos, O abandonaram, Pedro negou que O conhecia, e Judas Iscariotes O traiu (Marcos 14:50,66-71). Ele, que é “a Verdade”, e alguém que ama perfeitamente a Deus, foi acusado de ser um blasfemo (Marcos 14:61-64). Ele foi cuspido pelos membros da guarda do templo Judaico (Marcos 14:65; Lucas 22:63-65; 23:11), e sofreu zombarias nas mãos dos soldados imperiais Romanos, sendo açoitado e escarnecido (Mateus 27:26-31; Marcos 15:15-20; João 19:1-3). Ele foi despido de Suas vestes e deixado à morte sem nada para cobrir a Sua nudez (Marcos 15:24; Lucas 23:34; João 19:23-24). A Sua morte foi a mais vergonhosa e dolorosa conhecida pelos Romanos, a crucificação (João 19:16-18; Hebreus 12:2). Mesmo sendo o inigualável Filho de Deus, os transeuntes e um salteador não arrependido, que estava sendo sacrificado ao lado Dele, zombaram Dele (Mateus 27:38-44; Marcos 15:29-32; Lucas 23:35-39). Assim, o Autor da vida, que ressuscitou dos mortos, foi enterrado no sepulcro de José de Arimatéia (João 19:38-42; 1 Coríntios 15:4).

O mais horrendo de tudo isso, contudo, foi o sentimento de abandono pelo Seu Pai celestial, que inundou a alma de Jesus na Sua morte (Mateus 27:46; Marcos 15:34), pois na Sua morte Ele experimentou e suportou, em favor dos Seus eleitos, a ira infernal que eles mereciam (1 Coríntios 15:3; 2 Coríntios 5:21, Hebreus 9:11-14,28; 1 Pedro 2:24; 1 João 2:2; Apocalipse 1:5).

A Exaltação de Cristo

O salmista predisse que Deus não iria permitir que a alma do Seu Santo permanecesse na sepultura (Salmos 16:10; Atos 2:24-31), pois nem a morte e nem Satanás tem algum domínio sobre Ele. Sendo assim, Deus Pai, através do Espírito Santo, ressuscitou Jesus dos mortos no terceiro dia depois da Sua morte (Mateus 28:6-7; Marcos 16:6; Lucas 24:13-43; João 20:1-19; Atos 2:32; Romanos 8:11), e Ele foi visto em várias ocasiões pelos Seus apóstolos e por um seleto grupo de discípulos, por um período de quarenta dias, durante o qual Ele os ensinou acerca do reino de Deus (Mateus 28:9,16-20; Lucas 24; João 20-21; Atos 1:3-8; 1 Coríntios 15:4-8). Este foi o começo da Sua exaltação.

Depois da Sua ressurreição, Ele foi elevado aos céus (Lucas 24:50-51; Atos 1:9-11; Efésios 4:8), onde Ele permanece assentado à direita de Deus Pai (Atos 2:33-34; Colossenses 3:1; Hebreus 1:3; 8:1; 10:12; 1 Pedro 3:22), o lugar de poder e autoridade absolutas. Ele recebeu glória e honra dentre os cidadãos do céu, anjos e santos glorificados (Hebreus 1:6), e foi declarado como Senhor sobre tudo e todos (Atos 2:36; 5:30-31; Filipenses 2:11; 1 Pedro 3:22).

Um dia, o senhorio de Cristo vai ser conhecido por toda a humanidade, pois Ele está voltando para transformar este vale de lágrimas e esta ruída pecaminosa, em um reino de amor e justiça, no qual Ele irá reinar com Seu Pai para sempre; “e o seu reinado não terá fim” (Lucas 1:33).

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​Vigésimo sétimo artigo da série "Grandes Doutrinas da Fé Cristã Reformada". Publicado com autorização

* The Reformation Heritage KJV Study Bible, Joel R. Beeke (editor geral), Reformation Heritage Books (RHB), Grand Rapids, Michigan, 2014, “List of In-Text Articles”. http://kjvstudybible.org

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O Projeto Os Puritanos é um ministério sem fins lucrativos, nascido há mais de 25 anos e comprometido com as Escrituras Sagradas e com a exposição sistemática das verdades bíblicas conhecidas como a fé Reformada. O próprio nome "Os Puritanos" sinaliza claramente que nossa teologia tem sido e continua a ser conformada aos documentos teológicos conhecidos como a Confissão de Fé de Westminster e seus catecismos, em harmonia com os ricos tesouros dos credos e confissões da histórica tradição Reformada — as Três Formas de Unidade (Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort).

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