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As Marcas da Verdadeira Igreja de acordo com a Confissão de Fé de Westminster

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    Os Puritanos
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

As Marcas da Verdadeira Igreja de acordo com a Confissão de Fé de Westminster


Homem em close-up, olhando para cima com a mão no queixo, expressão pensativa, fundo escuro.
Refletir sobre questões sérias à luz da Palavra de Deus e da tradição reformada auxiliam na tomada de decisões.

Que tipo de coisas os crentes em Cristo devem procurar ao escolher uma igreja? Como saber quando permanecer em sua igreja atual? Por outro lado, como saber quando é necessário deixá-la e procurar outra? Para citar a banda The Clash: "Should I Stay or Should I Go?" ("Devo ficar ou devo ir?").


Muitos, em nossos dias, parecem tomar essas decisões principalmente com base em questões periféricas, como o estilo da música, os programas infantis, a personalidade do pastor e outros fatores semelhantes. Essas não são considerações necessariamente sem importância, mas será que constituem o padrão correto pelo qual devemos avaliar uma igreja?


É nesse ponto que o conceito das marcas da verdadeira igreja se mostra especialmente útil. A Confissão de Fé de Westminster (25.4) trata desse assunto — embora não utilize essa expressão — ao afirmar:


"Esta igreja católica tem sido algumas vezes mais, algumas vezes menos visível. E as igrejas particulares, que são membros dela, são mais ou menos puras, conforme a doutrina do evangelho é ensinada e abraçada, as ordenanças administradas e o culto público realizado com mais ou menos pureza nelas."


Convém lembrar que a palavra "católica", empregada aqui (assim como no Credo dos Apóstolos), significa simplesmente universal, e não católica romana. Também é importante compreender que nenhuma igreja ou denominação particular deve ser considerada coextensiva à igreja católica (universal). Francamente, é assim que as seitas costumam enxergar a si mesmas e se apresentar: como a única igreja verdadeira, considerando todas as demais falsas, apóstatas ou ilegítimas. As igrejas particulares devem ser entendidas como manifestações locais da única igreja católica e visível.

Assim, ao avaliarmos uma igreja em particular, a principal questão deve ser se ela é, de fato, um verdadeiro membro da única igreja católica e visível. E como isso pode ser determinado? Examinando-a à luz do que tradicionalmente se conhece como as marcas da verdadeira igreja.


A declaração da Confissão de Fé de Westminster (25.4) ensina que o padrão pelo qual uma igreja deve ser avaliada — isto é, os critérios que determinam se ela é "mais ou menos pura" — consiste nos seguintes aspectos:


1. A doutrina do evangelho é ensinada e abraçada


Esse critério vem em primeiro lugar. Se o evangelho de Cristo não é fielmente ensinado e recebido, então determinada igreja é cristã apenas nominalmente. Um falso evangelho resulta em uma falsa igreja. A própria Confissão de Fé de Westminster (25.5) afirma que algumas igrejas deixam de ser igrejas de Cristo para se tornarem "sinagogas de Satanás". Portanto, nossa primeira e principal preocupação ao escolher uma igreja deve ser que a Palavra de Deus seja fielmente pregada e ensinada.


2. A correta administração das ordenanças


Isso se refere principalmente aos sacramentos, embora provavelmente inclua também aspectos como a disciplina eclesiástica e a manutenção dos ofícios da igreja. Infelizmente, para muitos cristãos sinceros, a administração dos sacramentos acaba sendo uma consideração secundária. No entanto, historicamente ela sempre foi considerada uma das principais marcas distintivas da verdadeira igreja. O Batismo e a Ceia do Senhor ocupam lugar central na vida do povo de Deus. O fato de a Confissão de Fé de Westminster dedicar três capítulos inteiros a esse tema (caps. 27–29) demonstra sua importância.


3. A pureza do culto público


O culto público costuma ser uma das primeiras coisas que muitas pessoas observam ao escolher uma igreja. Entretanto, a questão mais importante não é se o culto corresponde às preferências pessoais dos frequentadores, mas se está em conformidade com aquilo que Deus ordenou nas Escrituras. Muitas vezes perguntamos se determinado culto nos agrada, quando a pergunta correta deveria ser se ele agrada a Deus. Ou, pior ainda, presumimos que, se nos agrada, necessariamente também agrada a Deus.


Naturalmente, existe grande sobreposição entre esses três aspectos. Além disso, essa não é exatamente a forma como as marcas da verdadeira igreja costumam ser tradicionalmente apresentadas. A própria Confissão de Fé de Westminster, aliás, não utiliza essa expressão. A formulação clássica encontra-se, por exemplo, na Confissão Belga.


O artigo 29 da Confissão Belga afirma:


"As marcas para conhecer a verdadeira igreja são estas: ela mantém a pura pregação do Evangelho, a pura administração dos sacramentos como Cristo os instituiu e o exercício da disciplina eclesiástica para corrigir os pecados. Em resumo: ela se orienta segundo a pura Palavra de Deus, rejeitando tudo o que é contrário a ela e reconhecendo Jesus Cristo como o único Cabeça. Assim, certamente se pode reconhecer a verdadeira igreja, e a ninguém convém separar-se dela."


Assim, a pregação pura do evangelho, a administração fiel dos sacramentos e o exercício da disciplina eclesiástica são apresentadas como as três marcas da verdadeira igreja.

Isso não significa que a Confissão de Fé de Westminster e a Confissão Belga estejam em desacordo quanto a esse assunto. Elas apenas expressam a mesma realidade de maneiras ligeiramente diferentes. Observe ainda que a própria Confissão Belga resume essas três marcas ao afirmar: "Em resumo: ela se orienta segundo a pura Palavra de Deus." Esse é, em última análise, o verdadeiro padrão.


Voltemos, então, à pergunta inicial: "Devo ficar ou devo ir?"


O artigo 29 da Confissão Belga responde de forma bastante clara quando afirma que, por meio dessas marcas, "certamente se pode reconhecer a verdadeira igreja, e a ninguém convém separar-se dela."


Se sua igreja local não manifesta essas marcas fundamentais, talvez seja necessário procurar outra igreja. Entretanto, se ela demonstra fidelidade nessas marcas distintivas — ainda que seja pequena, simples ou aparentemente pouco expressiva —, então, conforme ensina a Confissão Belga, você não deve separar-se dela.


As marcas da verdadeira igreja servem tanto para nos mostrar quando devemos permanecer em uma igreja quanto quando devemos deixá-la. Escolha sua igreja com sabedoria, avaliando todas as coisas à luz da Palavra de Deus. Depois disso, adore, sirva e permaneça fiel nela, para a glória de Jesus Cristo.

Andy Schreiber é graduado pelo Westminster Seminary California (M.Div., 2001) e pastor da Igreja Presbiteriana Ramona Valley (PCA), em Ramona, Califórnia, Estados Unidos.

Tradução: Alan Kleber Rocha

 
 
 

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O Projeto Os Puritanos é um ministério sem fins lucrativos, nascido há mais de 25 anos e comprometido com as Escrituras Sagradas e com a exposição sistemática das verdades bíblicas conhecidas como a fé Reformada. O próprio nome "Os Puritanos" sinaliza claramente que nossa teologia tem sido e continua a ser conformada aos documentos teológicos conhecidos como a Confissão de Fé de Westminster e seus catecismos, em harmonia com os ricos tesouros dos credos e confissões da histórica tradição Reformada — as Três Formas de Unidade (Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort).

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