Equívocos sobre o Sacramento do Batismo
- Os Puritanos

- há 48 minutos
- 12 min de leitura
Equívocos sobre o sacramento do batismo

Existem muitos equívocos sobre o sacramento do batismo. Em geral, os erros seguem duas direções.
A primeira consiste em atribuir ao batismo mais do que as Escrituras lhe atribuem.
Podemos pensar, por exemplo, no ensino da Igreja Católica Romana, segundo o qual o batismo remove todos os pecados e coloca a pessoa em estado de graça. Isso é dizer mais do que a Bíblia ensina.
A segunda direção é exatamente o oposto: atribuir muito pouco ao batismo.
Para muitos cristãos, ele não passa de uma declaração pública da fé daquele que é batizado. Isso, porém, também é insuficiente.
Assim, existem dois extremos a evitar: exagerar ou minimizar o significado do batismo.
Nosso desejo deve ser evitar ambos os erros e encontrar o equilíbrio das Escrituras, afirmando exatamente aquilo que Deus revela em sua Palavra. O Catecismo de Heidelberg nos ajuda a alcançar esse equilíbrio.
Ele nos ensina, em primeiro lugar, que o batismo é um sinal. Como todo sinal, ele aponta para outra realidade. Isso já serve de advertência contra o primeiro erro. Quem compreende a natureza de um sinal jamais o confundirá com aquilo que ele representa. Ninguém confundiria uma placa indicando que certa cidade está a cinquenta quilômetros de distância com a própria cidade. Isso seria absurdo. Existe uma diferença entre o sinal e a realidade para a qual ele aponta.
Mas o batismo também é um selo. Um selo funciona como uma garantia, algo em que podemos confiar. Quando um rei colocava seu selo em um decreto, todos sabiam que aquele documento era autêntico e digno de confiança. Aqui encontramos uma advertência contra o segundo erro. Se o batismo é um selo, então algo profundamente significativo acontece quando ele é administrado. Alguém está declarando algo de enorme importância.
Os sinais e selos do batismo dizem respeito aos benefícios de Cristo. Como sinal, o batismo aponta para aquilo que Cristo realizou, especialmente em sua morte na cruz. Como selo, afirma que Deus faz promessas fundamentadas nessa obra de Cristo — promessas absolutamente verdadeiras e confiáveis.
Por isso, é fundamental compreendermos corretamente o que as Escrituras ensinam acerca do batismo. O santo batismo assinala e sela os benefícios de Cristo.
Veremos isso em dois aspectos:
a. O que isso significa
b. O que isso não significa
O que isso significa
Uma das verdades mais importantes sobre o batismo é que ele é um sinal e selo da aliança da graça.
Lembremo-nos de que a aliança é o relacionamento especial que Deus estabeleceu com os crentes e seus filhos. O batismo aponta para essa relação e a sela, assegurando que ela é verdadeira e digna de confiança. Todos os crentes e seus filhos são introduzidos nesse relacionamento pactual, e o batismo proclama exatamente essa realidade.
É importante perceber de que maneira ele faz isso.
Quando alguém que vivia no mundo se converte a Cristo, Deus imediatamente o introduz em uma relação de aliança consigo, no momento em que essa pessoa crê. Normalmente, isso acontece sem qualquer cerimônia pública.
Contudo, quando esse novo convertido comparece à igreja para ser batizado, a realidade dessa relação pactual torna-se pública. Por meio da água do batismo, Deus está declarando diante de sua igreja:
"Esta pessoa me pertence. Eu a reivindiquei para mim e a introduzi em minha aliança."
Assim, embora a relação da aliança tenha sido estabelecida anteriormente, o batismo vem confirmar publicamente essa realidade.
Há, porém, outro cenário com o qual estamos muito mais familiarizados.
Uma criança nasce de pais crentes.
Seria um erro afirmar que essa criança somente passa a fazer parte da aliança ou da congregação de Deus quando é batizada. Não. Desde o momento de sua concepção, todo filho de pais crentes pertence à aliança da graça.
Podemos perceber isso, por exemplo, no Salmo 139. Davi descreve o cuidado providencial de Deus sobre sua vida desde o ventre materno. Esse cuidado faz parte do relacionamento pactual que Deus mantinha com ele. Antes mesmo de nascer, Davi já era objeto da aliança de Deus.
O mesmo se aplica aos filhos dos crentes.
Quando a criança é apresentada para o batismo, Deus torna pública uma realidade que já existia anteriormente. Por meio da água do batismo, ele declara oficialmente diante de seu povo:
"Esta criança me pertence. Eu a reivindiquei para mim. Ela está incluída na minha aliança da graça."
Que extraordinário consolo é saber que o Deus misericordioso nos reivindica como seus antes mesmo de sermos capazes de falar ou agir!
1. O batismo é uma proclamação pública da participação na aliança.
Esse é o primeiro significado do batismo.
2. O batismo assinala e sela as promessas da aliança.
Em íntima ligação com o primeiro aspecto, o batismo também aponta para as promessas da aliança e as confirma.
A aliança da graça contém as preciosas promessas do evangelho, isto é, os benefícios conquistados por Cristo. O Catecismo de Heidelberg destaca dois desses benefícios, ambos relacionados à ideia de lavagem.
O batismo utiliza água porque, na experiência comum, a água lava e purifica. Assim também o batismo aponta para uma purificação espiritual que Deus promete realizar.
Em primeiro lugar, ele promete que seremos lavados pelo sangue de Cristo.
Essa promessa nos remete diretamente ao que Cristo realizou na cruz. Seu sangue foi derramado por nós. Sua vida foi entregue em nosso lugar. Ele suportou a ira de Deus que nós merecíamos.
Como consequência, todo aquele que crê em Cristo recebe o perdão completo de todos os seus pecados — passados, presentes e futuros. Deus remove completamente nossa culpa diante de sua justiça e lança nossos pecados nas profundezas do mar.
O batismo sela essa maravilhosa promessa. É um sacramento do evangelho.
Mas o evangelho não fala apenas daquilo que Cristo fez por nós no passado, no Calvário.
Ele também anuncia aquilo que Cristo continua fazendo em nós hoje.
Por isso, o batismo também promete a lavagem realizada pelo Espírito de Cristo.
Deus promete conceder-nos um novo coração, inclinado a servi-lo. Promete separar-nos do pecado, santificar-nos como membros de Cristo e conduzir-nos em um crescimento contínuo em santidade.
Ele promete que morreremos cada vez mais para o pecado e viveremos, progressivamente, uma vida santa diante dele.
Assim, o batismo sela não apenas a promessa do perdão, mas também a promessa da santificação.
Sempre que presenciamos a administração do batismo, vemos Deus assinando e selando essas promessas dos benefícios de Cristo.
O Senhor está falando à pessoa que recebe o batismo.
Mas ele também está falando a todos os que já foram batizados.
É como se dissesse:
"Lembre-se das promessas que lhe fiz. Prometi lavá-lo pelo sangue de Cristo e pelo Espírito de Cristo. Seu nome também foi pronunciado diante da minha igreja. Você também foi batizado em meu nome. Aquela foi minha declaração pública de que as promessas do evangelho lhe pertencem. Assim como a água do batismo é real, também são reais as minhas promessas."
Portanto, o batismo nunca beneficia apenas quem está sendo batizado naquele momento. Toda a igreja é chamada a recordar, renovar e fortalecer sua confiança nas promessas da aliança de Deus.
3. O batismo também aponta para as responsabilidades da aliança
Isso nos conduz naturalmente ao terceiro aspecto do significado do batismo.
O batismo não fala apenas das promessas da aliança, mas também das responsabilidades — ou, se preferirmos, das exigências — da aliança.
As conhecidas palavras da Forma para a Administração do Batismo expressam essa verdade de maneira muito clara: toda aliança possui duas partes: uma promessa e uma obrigação.
No batismo, Deus nos chama a responder ao que ele nos promete.
Suas promessas são maravilhosas, mas somente aqueles que creem recebem aquilo que foi prometido.
Pense no ensino de Hebreus 3 e 4. Deus prometeu aos israelitas o descanso em Canaã. Entretanto, a maioria deles não entrou nesse descanso. Por quê? Porque não creram.
Da mesma forma, ninguém participa dos benefícios de Cristo sem a fé nele.
Por isso, quando falamos das responsabilidades da aliança, a primeira delas é sempre a fé.
Nosso batismo significa que cada um de nós é pessoalmente chamado a crer naquilo que Deus declarou a nosso respeito.
Ele afirmou que pertencemos a ele; somos chamados a crer nisso.
Ele prometeu conceder-nos todos os benefícios de Cristo — lavar-nos com seu sangue e com seu Espírito, entre muitas outras bênçãos. Nossa resposta deve ser:
"Sim, Pai. Recebo essas promessas pela fé. Confio unicamente em Cristo para a minha salvação."
Esse é o primeiro chamado dirigido a todo batizado — crianças, jovens, adultos e idosos.
Creia naquilo que seu Deus da aliança lhe declarou.
Da fé brotam, naturalmente, os frutos da obediência.
Quando Deus o batiza, ele o chama a confiar nele, a descansar somente em Cristo como Salvador e, em consequência, a reconhecer que sua santa vontade, revelada nas Escrituras, deve governar toda a sua vida.
Mas é importante manter a ordem correta.
Jamais devemos colocar a carroça diante dos bois.
A obediência sempre nasce da fé.
Quando afirmamos que confiamos em Deus e em suas promessas, somos igualmente conduzidos a confiar em sua vontade para nossa vida. Não confiamos apenas naquilo que ele promete no evangelho, mas também reconhecemos que sua lei expressa a boa e perfeita vontade do nosso Pai celestial.
Podemos, então, resumir o significado do batismo em três afirmações:
O batismo é a proclamação pública de nossa participação na aliança da graça.
O batismo assinala e sela as promessas da aliança, isto é, todos os benefícios conquistados por Cristo.
O batismo nos chama, primeiramente, à fé nessas promessas e, depois, a uma vida de obediência cada vez mais sincera à vontade de Deus.
O que isso não significa
Depois de considerarmos o significado positivo do batismo, precisamos examinar alguns equívocos bastante comuns. E, quando digo "comuns", refiro-me a erros que, infelizmente, às vezes também podem ser encontrados entre nós, nas igrejas reformadas.
1. O batismo não é, em sua essência, uma declaração nossa
O primeiro equívoco consiste em pensar que o batismo trata, principalmente, daquilo que nós fazemos.
Em nossas igrejas, essa impressão pode surgir porque, quando uma criança é apresentada para o batismo, os pais respondem às perguntas formuladas pelo ministro.
Assim, algumas pessoas acabam imaginando que a essência do batismo reside nos votos feitos pelos pais.
Nesse caso, a própria criança acaba ficando em segundo plano.
Pior ainda: Deus quase desaparece da cena.
Na melhor das hipóteses, ele se torna apenas um espectador, assistindo aos pais assumirem seus compromissos.
Os votos dos pais são importantes. Ninguém pretende diminuí-los.
Entretanto, eles não constituem o elemento principal do sacramento.
Em outras tradições cristãs ocorre algo semelhante.
Ali o batismo costuma ser visto como uma demonstração pública da decisão da pessoa de seguir a Cristo. Alguém se converte e, para testemunhar sua decisão, é batizado.
Mais uma vez, o centro das atenções deixa de ser Deus e sua ação para concentrar-se na resposta humana.
Como vimos anteriormente, porém, essa não é a essência do batismo.
O batismo não é, fundamentalmente, uma declaração feita por nós.
Não consiste, em primeiro lugar, nos votos dos pais nem na profissão pública de um novo convertido.
Antes de tudo, é Deus quem age.
Quando o ministro administra o batismo, ele o faz como servo autorizado do Senhor, representando-o naquele momento.
É Deus quem, por meio do ministério do seu servo, aplica a água sobre aquele que está sendo batizado.
É Deus quem fala por intermédio da boca do ministro quando este declara:
"Eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo."
Sempre que pensamos no batismo, nosso foco principal deve permanecer naquilo que Deus está fazendo.
Alguém poderá levantar uma objeção com base em 1 Pedro 3.21.
Ali o apóstolo afirma que o batismo é "a indagação (ou apelo) de uma boa consciência para com Deus". Isso não significaria que o batismo envolve uma ação realizada pelo próprio batizando?
A resposta é não.
O texto ensina que o batismo conduz a uma resposta; não que essa resposta faça parte da essência do sacramento.
Quem é batizado deve invocar a Deus com fé no Cristo ressurreto para receber uma boa consciência diante dele.
O apelo a Deus mencionado em 1 Pedro 3.21 nasce do significado do batismo, mas não constitui o próprio batismo.
Em outras palavras, o batismo não é, essencialmente, nossa declaração para Deus.
É, antes de tudo, a declaração de Deus dirigida a nós.
2. O batismo não significa que a salvação é automática
O segundo equívoco é, provavelmente, ainda mais perigoso do que o primeiro.
Esse erro ensina que, porque Deus prometeu, assinou e selou os benefícios de Cristo no batismo, esses benefícios já pertencem automaticamente à pessoa batizada. Em outras palavras, entende-se que, pelo simples fato de alguém ser membro batizado da aliança, já possui efetivamente todos os benefícios da salvação. Alguns admitem que esses benefícios podem ser perdidos posteriormente pela incredulidade ou pela desobediência, mas continuam afirmando que, no momento do batismo, eles já são automaticamente concedidos.
Mais recentemente encontrei uma variação dessa ideia. O raciocínio é o seguinte: a igreja é composta pelos eleitos redimidos; eu fui batizado e incorporado à igreja; logo, sou necessariamente um dos eleitos redimidos. Nessa perspectiva, não existe verdadeira responsabilidade pessoal de arrepender-se e crer no evangelho.
Na verdade, alguns chegam a afirmar que chamar pessoas batizadas ao arrependimento e à fé seria uma forma de arminianismo. Certa vez ouvi um irmão idoso dizer que até mesmo o Catecismo de Heidelberg estaria equivocado ao ensinar, na Pergunta 84, que devemos receber pela fé a promessa do evangelho sempre que ela é anunciada.
Segundo esse entendimento, os membros batizados já são salvos simplesmente porque pertencem à aliança. Portanto, não deveriam ser exortados a crer em Cristo, mas apenas ensinados a viver em obediência ao pacto.
Irmãos e irmãs, essa compreensão do batismo é profundamente equivocada e espiritualmente perigosa.
As Escrituras mostram claramente por quê.
Já mencionamos Hebreus 3 e 4. Deus fez promessas ao seu povo, mas muitos israelitas não receberam o que havia sido prometido porque lhes faltou fé.
Podemos lembrar também de 2 Pedro 3.9. O apóstolo dirige essas palavras à igreja, composta por membros batizados da nova aliança:
"Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento."
Observe que o chamado ao arrependimento é dirigido justamente ao povo da aliança.
O mesmo ocorre em Hebreus 12.2. Muito provavelmente, essa epístola foi originalmente pregada como um sermão dirigido a membros da igreja cristã. Ainda assim, eles são exortados:
"Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da fé."
Mesmo pertencendo externamente à aliança, precisavam continuar exercendo fé em Cristo.
Portanto, as Escrituras chamam continuamente o povo da aliança ao arrependimento e à fé.
É pela fé que recebemos aquilo que Deus prometeu na aliança e que foi assinalado e selado no batismo.
Os benefícios de Cristo tornam-se nossos quando descansamos unicamente nele.
Uma ilustração pode ajudar.
Imagine que eu lhe entregue um cheque de dez mil dólares. O dinheiro foi prometido a você, mas somente poderá usufruí-lo quando levar o cheque ao banco e o descontar.
Da mesma forma, Deus promete, na aliança, todas as riquezas da salvação conquistada por Cristo. Contudo, essas promessas somente são recebidas mediante a fé.
Por isso, Deus chama cada pessoa batizada ao arrependimento e à confiança em Cristo. Como o próprio Senhor afirmou:
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6).
E quanto a 1 Pedro 3.21?
Alguém poderá insistir:
"Mas Pedro afirma claramente que o batismo salva."
O texto realmente diz:
"...o batismo, que agora também vos salva..."
Como devemos compreender essa afirmação?
Não podemos interpretá-la isoladamente, pois toda a Escritura ensina que somos justificados somente pela fé em Cristo.
A própria continuação do versículo esclarece o significado:
"...não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, mediante a ressurreição de Jesus Cristo."
Pedro faz questão de afastar qualquer interpretação sacramentalista.
Ele afirma que a água, em si mesma, não salva ninguém.
O batismo salva somente no sentido de conduzir o pecador a Cristo, mediante a fé.
Assim, o sacramento ocupa um lugar importante na economia da salvação, mas jamais atua de forma automática ou independente da fé.
Essa interpretação está em perfeita harmonia com o restante do ensino bíblico.
Um perigo espiritual real
Essa compreensão equivocada do batismo produz consequências graves.
Primeiro, conduz à presunção espiritual.
As pessoas deixam de olhar para Cristo e passam a confiar no fato de terem sido batizadas ou de pertencerem externamente à igreja.
Sentem-se seguras quanto à salvação, mas depositam sua confiança naquilo que nunca poderá salvá-las.
Ouça com atenção: se você não descansar unicamente em Cristo, não será salvo.
Em segundo lugar, esse erro favorece o chamado cristianismo cultural.
Produz pessoas que pertencem à igreja apenas externamente. São cristãs de nome, mas nunca confiaram verdadeiramente em Cristo.
E não existe salvação para o mero cristão nominal.
Por isso, todos nós — como pessoas batizadas e membros da aliança — devemos ouvir continuamente o chamado de Deus ao arrependimento e à fé.
Sempre que esse chamado é proclamado, devemos responder imediatamente, voltando-nos novamente para Cristo.
Conclusão
Recapitulemos o que aprendemos.
O batismo não é, em primeiro lugar, nossa declaração pública de fé. Não consiste essencialmente nos votos dos pais nem na profissão pública de um novo convertido.
Antes de tudo, ele é uma declaração de Deus.
Também não significa que a salvação seja automaticamente concedida a todos os que o recebem. O batismo aponta para Cristo e sela as promessas do evangelho, mas essas promessas são recebidas somente pela fé.
Amados irmãos, o sacramento do batismo é um dos dons mais preciosos que Deus concedeu à sua igreja.
A maioria de nós não se lembra do próprio batismo. Conhecemos esse fato porque nossos pais nos contaram, e crescemos sabendo que fomos batizados.
Justamente por isso, corremos o risco de deixar de apreciar a riqueza desse sacramento.
Mas, quando o contemplamos com os olhos da fé, percebemos que ele proclama as insondáveis riquezas do evangelho.
Sempre que vemos alguém sendo batizado, Deus está, mais uma vez, anunciando diante de toda a igreja as promessas dos benefícios de Cristo.
Que cada um de nós se aproprie continuamente dessas promessas pela fé — não apenas quando elas são pregadas do púlpito, mas também quando são visivelmente proclamadas na administração do santo batismo.
Amém.
Oração
Querido Pai celestial,
Nós te agradecemos pelo sacramento do santo batismo e por tudo o que ele significa.
Quando fomos batizados, tu nos chamaste para sermos teus e nos concedeste as preciosas promessas do evangelho. Prometeste lavar-nos pelo sangue de Cristo e pelo poder do teu Espírito.
Reconhecemos que nada merecemos. Somos inteiramente dependentes da tua graça.
Também nos chamaste à fé em teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
Hoje renovamos nossa confiança em ti. Cremos em tuas promessas. Cremos que pertencemos a ti. Cremos que recebemos, pela graça, o perdão dos pecados e a santificação. Cremos que tua Palavra revela tua boa vontade para nossa vida.
Ajuda-nos, pelo teu Espírito Santo, a viver de maneira digna do evangelho, agradando-te em todas as coisas.
Continua olhando para nós com misericórdia. Permanece fiel à tua aliança conosco e com nossos filhos.
Nós oramos em nome de Jesus.
Amém.
Wes Bredenhof é Pastor da Free Reformed Church, em Launceston, na Tasmânia.




Comentários